Crossborder (dropshipping) vs. Modelos de estoque local para suas vendas de e-commerce no Brasil

Modelo Crossborder (dropshipping)

Muitos vendedores internacionais desejam enviar seus produtos individualmente diretamente de um armazém no exterior para seus consumidores brasileiros. É possível? Sim Mas eles enfrentarão alguns desafios:

Frete internacional: Os custos de envio internacional individual são muito mais altos do que o envio em massa e, infelizmente, os impostos no Brasil são calculados com base no CIF, ou seja, no valor do produto + frete internacional. Portanto, não otimizar o frete internacional pode torná-lo não competitivo.

Preços: Vendedores internacionais não poderão informar o preço final total aos seus clientes, porque não podem incluir os impostos. Por lei, o cliente final é responsável pelo pagamento dos impostos, enquanto os vendedores internacionais estão proibidos de pagar esses impostos em nome deles.

Impostos: Como mencionado anteriormente, seu cliente será responsável pelos impostos sobre o valor CIF. Com o método de dropshipping cross-border, os impostos a serem pagos variam de 60% a 95,6%. Não é uma boa surpresa!

Pagamento: Existem apenas algumas gateways de pagamento que oferecem soluções de pagamento crossborder com compra em moeda local (Reais) pelo brasileiro e recepção do pagamento em USD ou EUR. A maioria dos brasileiros paga apenas com moeda local. Além disso, nem todos os brasileiros possuem cartão de crédito e estão acostumados a métodos de pagamento muito específicos no Brasil, como Boleto Bancário, PIX ou Parcelamento. Poucas gateways de pagamento crossborder permitem esse tipo de pagamento, que é crucial para a conversão de vendas.

Tempo de entrega: ao chegar no aeroporto no Brasil, os produtos terão que esperar semanas antes de serem tratados pela “Receita Federal Brasileira”.

Rastreamento: Além da longa espera na alfândega, dentro da alfândega não há rastreamento do produto, deixando você sem saber o progresso do desembaraço.

Troca e devolução: não há possibilidade de trocar e devolver os produtos.

Em consequência, esse modelo impactará os negócios de vendedores internacionais da seguinte forma:

Reputação da marca: Longo tempo de entrega, perda do rastreamento do produto, pagamento de imposto adicional para liberar os produtos da alfândega, nenhuma possibilidade de troca e devolução… a receita para uma má experiência de compra! Os brasileiros são muito ativos nas redes sociais e em sites de reclamações de consumidores como o Reclame Aqui. Sua marca pode rapidamente receber avaliações negativas que podem prejudicar sua reputação.

Finanças Com longos tempos de entrega e impostos adicionais, muitos compradores pedirão o cancelamento da compra. Vendedores estrangeiros enfrentam uma alta taxa de chargebacks com grandes problemas para recuperar seus produtos.

Quem venderá com um modelo de dropshipping cross-border para o Brasil?

Produtos com valor CIF abaixo de USD 50 (valor do produto + frete internacional) não são tributados. Embora o benefício só seja concedido se o envio ocorrer entre duas pessoas físicas, sem fins comerciais, a verdade é que, na prática, os vendedores internacionais muitas vezes conseguem escapar do controle da alfândega. Portanto, empresas que procuram volume de produtos de baixo custo prontas para assumir os riscos de reputação da marca e taxa de chargeback devido ao tempo de entrega e falta de opção de troca-devolução acharão o modelo de dropshipping crossborder uma boa solução para expandir no Brasil. E especialmente aquelas interessadas em distribuir seus produtos em marketplaces como Mercadolivre, Americanas, Amazon… Empresas que desejam proteger sua reputação de marca e encontrar uma solução que atenda às necessidades de seus clientes buscarão estabelecer um estoque local.

Modelo de estoque local para e-commerce

O desenvolvimento natural para marcas com reputação a defender e que precisam oferecer uma experiência de compra perfeita aos seus clientes para penetrar no mercado é estabelecer uma presença local no Brasil. E uma presença local requer o estabelecimento de estoque no país. No entanto, O Brasil é um tanto específico em termos de regulamentações comerciais e uma empresa estrangeira não pode exportar seu produto e desembaraçá-lo do exterior para entregá-lo a um centro de fulfillment. De fato, gerenciar um estoque local em armazém alfandegado a partir da sua sede no exterior, como existe na Ásia, Europa e EUA, não é possível no Brasil. Você precisa de uma empresa brasileira com licença de importação (RADAR) para fazer isso. Caso contrário, seus produtos permanecerão presos na alfândega sem chance de chegar ao armazém.

Quais são as soluções então? Se você não pode estabelecer seu próprio estoque remotamente, as soluções são:

  • Encontrar um Importador Registrado (IOR) com capacidades de fulfillment de e-commerce.
  • Abrir uma subsidiária e obter sua licença de importação.
  • Encontrar um distribuidor.

Todas são relevantes dependendo da perda de controle ou do investimento que você está disposto a assumir. No entanto, você deve estar ciente de que abrir uma subsidiária no Brasil é bastante longo e caro e provavelmente não é um risco que você gostaria de correr sem ter testado a resposta do mercado. Em resumo, o Brasil é um país protecionista que aplica barreiras não tarifárias (RADAR) empurrando as empresas internacionais a estabelecer uma subsidiária local para expandir no país. No entanto, por outro lado, é extremamente difícil abrir e administrar um negócio aqui. Portanto, encontrar o parceiro certo, seja um Importador Registrado (IOR) ou um distribuidor para os primeiros estágios do seu desenvolvimento é provavelmente crucial para o seu sucesso.

Posts Similares

Fale com nossos especialistas e saiba como podemos ajudar sua empresa a crescer e prosperar no Brasil.

Por favor, conte-nos sobre seu projeto para receber retorno.